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“Centrão solicita aumento de ministérios em troca de voto alinhado ao governo Lula após reforma tributária; confira quais são”

Parlamentares estão buscando uma garantia concreta do governo Lula ao oferecer ministérios ao Centrão, a fim de assegurar a votação de projetos de lei de interesse do Ministério da Fazenda, incluindo aquele que reintroduz o chamado “voto de qualidade” no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Internamente, havia a expectativa de adiar a votação do Carf para agosto, não devido à resistência em relação ao mérito do texto, mas principalmente devido às dificuldades na articulação política do Palácio do Planalto, como atrasos na nomeação de cargos e liberação de emendas parlamentares. Em uma votação histórica, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quinta-feira a reforma tributária.

Fonte: TJS Auditores


Apesar de nenhuma garantia de que o projeto de lei será votado, o clima melhorou recentemente. Segundo relatos obtidos pelo Estadão/Broadcast, nos últimos dias o governo demonstrou empenho em resolver as questões relacionadas aos “espaços pactuados”, principalmente em relação aos partidos União Brasil, Republicanos e PP. Ontem, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reuniu-se com os principais líderes partidários da Câmara dos Deputados para tratar das insatisfações. No entanto, os líderes partidários estão buscando sinalizações mais concretas por parte do Executivo.

Fonte: Terra

Um dos ministérios em negociação é o Ministério do Esporte, que seria destinado ao partido Republicanos. No entanto, o partido, liderado por Marcos Pereira, tem resistido a ocupar cargos no primeiro escalão devido à presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, filiado à legenda e considerado um competidor forte para a disputa presidencial de 2026. Para evitar uma associação direta com o governo petista, uma alternativa seria indicar um nome fora do âmbito parlamentar, conhecido como “cota pessoal”. O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), próximo a Lula, busca se destacar para o cargo, mas o partido reluta em indicar um filiado.

Para atender ao partido PP, liderado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), o governo está negociando o Ministério do Desenvolvimento Social, atualmente sob o comando do ex-governador Wellington Dias (PT-PI). Apesar de ser um membro histórico do partido, Dias é um senador licenciado e não ficaria fora da vida pública. Além disso, nos bastidores, há avaliações de que o desempenho do ministro à frente da pasta não tem sido satisfatório, uma vez que ele está à frente de uma das principais vitrines do governo, mas não tem correspondido às expectativas. Até mesmo membros do PT afirmam que ele não está à altura do tamanho da pasta responsável pelo Bolsa Família.

O PP vinha buscando controlar o Ministério da Saúde, uma pasta com um orçamento de R$ 188,3 bilhões neste ano e que foi, por muito tempo, uma área de influência do partido. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem resistido a atender a essa demanda. Parlamentares do PP reclamam que entregam mais votos do que outros partidos que já possuem ministérios, mas não têm recebido espaço adequado no governo.