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Governo Lula libera R$ 2,1 bilhões em emendas em um único dia, mesmo com entrave na Câmara

Governo Lula libera R$ 2,1 bilhões em emendas parlamentares em meio a entraves na Câmara

Em um cenário de entraves na Câmara dos Deputados para a votação de projetos da área econômica, incluindo a reforma tributária, o governo Lula liberou um montante de R$ 2,1 bilhões em emendas parlamentares. Essa liberação ocorreu no dia 4 de julho, que estava previsto para ser o início da discussão do projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), marcando o início de uma semana de esforços na Câmara, o que ainda não ocorreu.

O valor total empenhado representa a maior quantia liberada em um único dia. Anteriormente, o recorde era de R$ 1,7 bilhão, autorizado em 30 de maio, pouco antes da votação da Medida Provisória (MP) 1154/2023, também conhecida como MP dos Ministérios. Agora, as lideranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os aliados do governo estão negociando a aprovação de um conjunto de matérias econômicas ao longo desta semana, durante os dias de “esforço concentrado” na Câmara dos Deputados.

Além do projeto do Carf e da reforma tributária, os deputados também devem avaliar o arcabouço fiscal, após as mudanças feitas pelo Senado Federal. Essas negociações visam garantir o avanço das pautas econômicas do governo e superar os impasses enfrentados na Casa Baixa.

Governo Lula libera R$ 9,8 bilhões em emendas parlamentares, com destaque para membros do PP e PL

Com a recente liberação de emendas parlamentares, os repasses do governo Lula aos parlamentares atingem o valor de R$ 9,8 bilhões. Nessa última leva de recursos, os principais beneficiados foram membros do Progressistas (PP), partido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que receberam um total de R$ 301,5 milhões em emendas durante o mês de julho. Em seguida, filiados ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparecem na segunda colocação, com um total de R$ 150,1 milhões em emendas.

Segundo informações do Siga Brasil, levando em consideração o total empenhado por estado, Minas Gerais, Piauí e Maranhão ocupam as primeiras posições da lista. Somente no mês de julho, Minas Gerais recebeu um total de R$ 214,5 milhões em emendas, seguido pelo Piauí com R$ 208,7 milhões e pelo Maranhão com R$ 190 milhões.

Essas liberações de emendas visam fortalecer a base de apoio do governo Lula e angariar o apoio necessário para a aprovação de suas pautas no Congresso Nacional. No entanto, as altas cifras envolvidas nesses repasses têm gerado debates e questionamentos sobre a distribuição dos recursos e a transparência no uso das emendas parlamentares.

Fonte: Poder360

Esforço concentrado na Câmara dos Deputados enfrenta resistências e votações ainda não tomam forma

A expectativa era que a semana política tivesse como foco a Câmara dos Deputados, sob a presidência de Arthur Lira, com um “esforço concentrado” para iniciar a discussão e votação de um conjunto de propostas econômicas. Entre elas estavam o projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o Programa Escola em Tempo Integral, o arcabouço fiscal e a reforma tributária. No entanto, na prática, as votações ainda não tomaram forma e o governo, juntamente com seus aliados, enfrenta resistências, principalmente em relação ao texto do relator Aguinaldo Ribeiro (PP).

Governadores e prefeitos estão pressionando os parlamentares para reverem trechos considerados prejudiciais aos Estados, como a criação de um comitê formado por Estados e municípios para gerir conjuntamente o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e o ISS. Essas questões têm gerado debates e negociações entre os líderes estaduais e os parlamentares, a fim de buscar soluções e ajustes no texto.

O cenário mostra que as votações e discussões dessas propostas econômicas ainda estão em aberto, sujeitas a alterações e negociações. O governo e seus aliados terão que enfrentar os desafios e buscar consensos para avançar com suas agendas no Congresso Nacional.