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Kajuru critica postura imperialista do G7 e defende mundo multipolar


O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) criticou a postura imperialista do G7, grupo composto pelas sete principais economias do mundo, durante sua reunião realizada no Japão em maio. Para o parlamentar, a reunião evidenciou o objetivo das nações mais ricas de manter o domínio sobre os demais países. Kajuru enfatizou que essa postura é inadequada diante das transformações políticas, econômicas, sociais, climáticas e tecnológicas ocorridas ao longo do século.

O senador ressaltou que, embora o G7 seja o bloco econômico mais poderoso, ele já não detém o domínio econômico global, e o líder do grupo, os Estados Unidos, tem perdido sua posição hegemônica que manteve por muitos anos após a Segunda Guerra Mundial. Kajuru argumentou que o mundo atual é multipolar e exige uma cooperação entre as nações. Ele destacou que o G20, que inclui países que não podem ser mais excluídos das discussões sobre os grandes problemas globais, é mais representativo do que o G7. O senador fez essas declarações em seu pronunciamento na quarta-feira (31).

Fonte: senado

O senador Jorge Kajuru expressou sua preocupação com o confronto entre China e Estados Unidos pela hegemonia global, afirmando que isso não beneficia o mundo de forma geral, uma vez que ambos os países não podem resolver sozinhos o desafio mais importante que todos enfrentam: a sobrevivência do planeta devido ao desequilíbrio ambiental.

Kajuru ressaltou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconhece que as condições atuais representam obstáculos para o progresso político, econômico e social dos países em desenvolvimento e aqueles ainda afundados na pobreza. Para o senador, os países emergentes devem ter uma representação mais significativa em organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: senado

O senador destacou a importância de enfrentar desafios comuns e envolver a maioria dos países para combater a fome, eliminar a pobreza, regular as redes sociais, promover a paz, proteger os valores democráticos e reduzir o aquecimento global. Ele observou que o comunicado final emitido pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido abordou uma ampla gama de questões, levando alguns analistas internacionais a classificá-lo como um manifesto para um governo mundial, algo que ele considera inapropriado.